A conversão de complicações clínicas em aprendizado sustentável depende de uma mudança de postura comportamental e gerencial do cirurgião-dentista. Na rotina odontológica, a reação mais comum frente a um insucesso ou falha cirúrgico-protética é apontar um culpado externo: responsabiliza-se a falta de colaboração do paciente, a qualidade do implante, o técnico em prótese dentária ou o assistente.
Embora essa reação reduza o desconforto emocional imediato, ela é improdutiva, pois não temos controle sobre terceiros — controlamos exclusivamente nossas próprias condutas e sistemas. Toda vez que o operador terceiriza a causa de uma intercorrência, ele desperdiça a chance de diagnosticar fragilidades nos seus fluxos e processos de trabalho.
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