A odontologia brasileira vivencia um cenário de saturação e compressão financeira caracterizado pelo aumento vertiginoso no número de profissionais formados e pelo achatamento gradual das margens de lucro nos consultórios. Historicamente, o setor operou com pouca profissionalização nos processos de administração, mantendo o foco do dentista restrito ao atendimento clínico no mocho. Diante do aumento da concorrência, esse modelo assistencial isolado torna-se financeiramente vulnerável.
Embora a competência técnica continue indispensável, ela não é suficiente para assegurar o resultado financeiro de uma clínica. O dentista tradicionalmente não aprende a vender durante a graduação, o que compromete o fechamento de planos de tratamento e trava a escala do negócio. O domínio da habilidade de vendas desponta como uma das principais ferramentas de diferenciação competitiva para quem busca prosperar no segmento.
Essa virada de chave exige que o profissional assuma a mentalidade de dono de empresa imediatamente após receber o diploma universitário. Independentemente de atuar sozinho em uma cadeira ou de prestar serviços para terceiros, o cirurgião-dentista precisa dedicar parte relevante de sua rotina para estudar gestão por meio de livros fora da área da saúde, acompanhar podcasts, assistir a vídeos especializados e participar de ambientes focados em negócios.
Dentista, empresário e mentor, Cristiano Demartini transformou um consultório simples, com apenas duas cadeiras usadas, em uma das maiores redes de hospitais odontológicos do Brasil. Fundador e CEO da OdontoTop, ele lidera uma operação com mais de 100 unidades, 1.500 colaboradores e aproximadamente 5 mil atendimentos por dia
Idealizador do Dental Business Experience, Cristiano atua para ampliar a visão empresarial dos dentistas e mostrar como gestão, liderança, processos e estratégia podem transformar clínicas em negócios sólidos, lucrativos e preparados para crescer.
Durante o DBX, ele concedeu uma entrevista exclusiva à Alliage Experience, compartilhando aprendizados de sua trajetória e reflexões sobre empreendedorismo, crescimento e o futuro dos negócios na odontologia.
Confira a entrevista completa na Alliage Experience.
O setor odontológico ainda apresenta carência de profissionalização e governança na gestão das suas operações.
O achatamento das margens de lucro e a grande concentração de dentistas no país forçam o consultório a adotar práticas empresariais formais.
A habilidade de vendas é um dos principais pontos fracos dos profissionais tecnicamente capacitados e representa a ferramenta mais valorizada para gerar crescimento.
A percepção de que a odontologia é um negócio deve começar no momento da graduação, mesmo para quem atua de forma autônoma ou em consultório de cadeira única.
A capacitação do dentista moderno exige o consumo ativo de conteúdos de negócios externos à área da saúde, incluindo livros de gestão, podcasts e vídeos educativos.
Porque a rápida expansão no número de dentistas no país e a redução progressiva das margens de lucro exigem controle rigoroso da última linha financeira e visão de resultado empresarial.
O profissional sai da faculdade tecnicamente preparado para atender, mas sem saber vender nem gerenciar o consultório como uma empresa autônoma.
Se o profissional não souber apresentar e vender seus planos de tratamento de forma ética e eficiente, o consultório não converte receitas e o negócio não consegue crescer.
Desde o primeiro dia em que se forma e recebe o diploma universitário, independentemente de trabalhar sozinho, de ter apenas uma cadeira ou de prestar serviços para terceiros.
Dedicar tempo da vida para estudar gestão, frequentar ambientes empresariais, ler livros de temas não odontológicos, acompanhar podcasts e consumir conteúdos digitais de negócios
Ela sofre com a redução progressiva da lucratividade provocada pelo mercado competitivo e perde a capacidade de crescer de forma sustentável e estruturada.
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