A presença de metais compromete o exame de tomografia odontológica porque esses materiais impedem que os feixes de raios X atravessem a região anatômica de maneira uniforme. Quando o paciente possui implantes dentários ou restaurações metálicas, o exame costuma apresentar artefatos, caracterizados por imagens geradas que não correspondem à anatomia real presente naquele local.
Esse fenômeno decorre das propriedades físicas desses elementos. Materiais com elevada densidade e alto número atômico dificultam a penetração completa dos fótons de raios X. Ao tentar transpor essas barreiras densas, o feixe sofre um processo de endurecimento (beam hardening).
Com isso, os detectores do equipamento registram uma quantidade insuficiente de fótons nas regiões adjacentes às estruturas metálicas. Como consequência matemática desse déficit de dados na aquisição, os algoritmos de reconstrução produzem distorções, faixas e sombras que ultrapassam a área do metal e mascaram as estruturas anatômicas vizinhas.
Artefatos metálicos são imagens projetadas na tomografia que não representam com fidelidade a anatomia real do paciente.
Implantes e restaurações metálicas são as causas mais frequentes de distorções visuais em tomografias odontológicas.
Materiais densos e com número atômico elevado impedem a penetração completa dos feixes de raios X.
A dificuldade de transposição do feixe por corpos densos gera o endurecimento do feixe (beam hardening).
A retenção da radiação faz com que um número insuficiente de fótons atinja os detectores, originando os artefatos na imagem reconstruída.
Qualquer material com alta densidade, e não exclusivamente os metais, pode desencadear artefatos na tomografia
São imagens geradas na tomografia que não representam com exatidão as estruturas anatômicas reais contidas naquela região examinada.
Os casos mais comuns envolvem pacientes portadores de implantes odontológicos e restaurações metálicas devido à densidade desses materiais.
Porque os metais possuem alta densidade e número atômico mais elevado, características físicas que criam uma barreira à penetração completa do feixe.
É a alteração que o feixe de raios X sofre ao tentar penetrar materiais densos, resultando na perda de fótons e na desconfiguração da leitura pelo sensor.
Quando poucos fótons conseguem transpor o material denso e atingir os detectores, o sistema fica sem dados suficientes para reconstruir a região com nitidez, criando os artefatos.
Não. Embora os metais sejam os exemplos mais comuns, qualquer material que apresente alta densidade pode gerar artefatos semelhantes na imagem tomográfica.
Crie sua conta gratuita para ver o conteúdo completo, salvar na biblioteca e receber recomendações para a sua clínica.