A trajetória da tomografia computadorizada no Brasil passou por uma transformação radical de mercado nas últimas duas décadas. Quando a tecnologia foi introduzida — com a DVI instalando o terceiro tomógrafo de cabeça e pescoço do país em Ribeirão Preto —, o cenário era de total exclusividade e ausência de concorrência direta, o que atraía pacientes de dezenas de municípios vizinhos e estados próximos. Com o barateamento relativo dos aparelhos e a proliferação de milhares de tomógrafos em operação, esse pioneirismo enfrentou a pressão de um ambiente competitivo e saturado.
Diante do surgimento do desejo de outros profissionais de adquirirem tomógrafos em suas próprias cidades, a liderança da DVI adotou uma postura proativa em vez de defensiva. Conforme surgiram convites em praças como Franca e Araraquara, os fundadores compreenderam que, caso não se estabelecessem nessas cidades em sociedade com dentistas locais, outros concorrentes ocupariam o espaço.
Essa mudança de posicionamento transformou a perda do fluxo centralizado de pacientes em uma rede capilarizada de unidades. Em vez de lamentar a fragmentação do mercado pioneiro, a empresa estruturou parcerias com proprietários de clínicas em polos regionais, consolidando a expansão da rede para dezenas de unidades associadas.
O mercado de tomografia odontológica transicionou de um cenário de monopólio regional para um ecossistema com grande volume de equipamentos em operação diária.
A popularização e o barateamento da tecnologia estimulam o desejo de outros profissionais em investir no equipamento em suas regiões.
O fluxo inicial de pacientes que viajam longas distâncias para realizar exames é temporário e diminui à medida que o mercado local se desenvolve.
A antecipação estratégica à concorrência regional é preferível à tentativa de proteger um mercado centralizado.
Estabelecer parcerias com sócios locais é um modelo eficiente para expandir unidades e manter a presença de mercado diante da descentralização diagnóstica.
Era um mercado restrito, com apenas três tomógrafos instalados no Brasil, tornando o exame um serviço pioneiro com custos de equipamento muito elevados e concorrência praticamente inexistente.
Porque a escassez de equipamentos no país concentrava o serviço na unidade pioneira da DVI, atraindo demandas de cidades distantes como Campinas, Franca, Passos e São Sebastião do Paraíso.
A redução nos custos dos equipamentos facilitou a aquisição de aparelhos por mais clínicas, aumentando a competitividade e descentralizando o acesso ao exame em diversas regiões.
Ao ensinar e demonstrar a tecnologia em universidades e cursos, a empresa despertou o interesse e o desejo de outros profissionais em adquirir tomógrafos para suas próprias cidades.
A constatação de que, se a empresa não aceitasse a parceria para se instalar na cidade, outro profissional ou grupo concorrente ocuparia aquele mercado.
Como uma oportunidade de negócio para atuar em parceria com donos de clínicas locais, acelerando a abertura de novas unidades em vez de manter uma operação isolada.
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