Ao fundar a DVI Radiologia em 2005 com um investimento de cerca de 1,5 milhão de reais, a empresa deparou-se com a ausência de clientes porque a grande maioria dos cirurgiões-dentistas não possuía computadores nos consultórios e não sabia analisar cortes tomográficos nem interpretar exames tridimensionais. A tecnologia pioneira representava um risco financeiro alto pela falta de demanda espontânea no mercado da época.
A saída estratégica foi transformar a equipe da clínica em educadores ativos. Carregando computadores de consultório em consultório e visitando universidades renomadas — como a USP, demonstrando o exame a docentes de cirurgia e periodontia —, os sócios começaram a ministrar aulas para pós-graduandos e professores, posicionando a DVI como suporte educacional e extensão prática da academia. Esse esforço gerou a demanda necessária e abriu caminho para a expansão regional em cidades como Barretos, Franca e São José do Rio Preto.
Investir precocemente em tecnologias de ponta sem que a base de clientes esteja preparada exige assumir o papel ativo de educador do mercado.
Em 2005, a ausência de infraestrutura básica nos consultórios (como computadores) e o desconhecimento sobre como interpretar cortes tomográficos inviabilizavam a prescrição rotineira do exame.
A aproximação presencial porta a porta, levando o computador e demonstrando a inovação diretamente aos profissionais, funcionou como a primeira quebra de objeção técnica.
A validação acadêmica junto a professores de referência (como na USP) converteu a desconfiança inicial em convites formais para aulas na pós-graduação e integração com a universidade.
O ensino e a disseminação de conhecimento técnico tornaram o centro de diagnóstico conhecido regionalmente, atraindo convites de expansão para outras cidades do interior paulista.
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