O mercado de radiologia odontológica foi abalado por um calote de grande escala que causou um prejuízo superior a R$ 20 milhões a clínicas e centros de imagem em todo o país. Atraídos pela demanda por um tomógrafo de ponta que todos desejavam adquirir, diversos profissionais fecharam contratos e anteciparam altos valores de entrada com uma empresa intermediária que atuava como representante do equipamento importado.
No relato compartilhado pela rede DVI, a empresa havia adiantado um sinal de R$ 200 mil na compra de sua segunda unidade do equipamento. Pouco tempo depois, surgiram rumores no setor de que o intermediário — que já havia comercializado mais de 15 máquinas — não possuía os equipamentos para entrega nem conseguiria honrar os repasses ao fabricante internacional. Diante da iminência do golpe, a DVI conseguiu recuperar parte do prejuízo ao aceitar uma máquina usada como compensação, antes da quebra definitiva do fornecedor.
O desfecho desse episódio resultou em um impacto financeiro e emocional devastador para a especialidade. Inúmeros radiologistas perderam economias expressivas, ficaram desprovidos de equipamentos para trabalhar e viram projetos de expansão paralisados. O caso tornou-se um marco de alerta para o mercado sobre a vulnerabilidade de negociar tecnologias críticas de alto valor com intermediários que não detêm a fabricação própria nem solidez corporativa comprovada.
O mercado de diagnóstico por imagem sofreu um golpe financeiro superior a R$ 20 milhões.
• O intermediário comercial recebia antecipações financeiras, mas não repassava os recursos nem entregava os tomógrafos.
• Mais de 15 máquinas haviam sido vendidas pelo fornecedor antes da deflagração do calote.
• A DVI contornou a perda total ao aceitar um tomógrafo usado para liquidar o sinal de R$ 200 mil adiantado.
• Clínicas em todo o território nacional ficaram sem equipamentos e desamparadas do ponto de vista operacional.
• Negociações de bens de capital de alto valor demandam segurança de fábrica e avaliação criteriosa da cadeia de distribuição.
Um representante comercial que intermediava a venda de um tomógrafo importado recebeu adiantamentos financeiros de diversos centros de imagem, mas não possuía os aparelhos e não repassou os recursos ao fabricante internacional.
A DVI havia antecipado um sinal de R$ 200 mil para a aquisição da sua segunda máquina quando surgiram rumores de que o fornecedor não entregaria os tomógrafos negociados no mercado.
Após pressionar intensamente o fornecedor pela entrega, a equipe da DVI aceitou uma máquina usada disponível em estoque para compensar o montante já adiantado.
Segundo os relatos do mercado na época, o representante já acumulava mais de 15 máquinas vendidas sob contratos de antecipação.
Muitos profissionais perderam investimentos altos, ficaram sem maquinário de trabalho, com cronogramas clínicos paralisados e desamparados tecnicamente.
A decisão de investir em tomógrafos deve exigir due diligence rigorosa sobre o fornecedor, priorizando contratos com fabricantes consolidados e evitando intermediários sem garantia formal de entrega.
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